Direção da AGBAN reúne-se com presidência da Fundação Banrisul para discutir situação dos Planos

A direção da AGBAN reuniu-se ontem com o presidente da Fundação Banrisul, Jorge Berzagui e com o Diretor de Previdência , Yuri Santana. O presidente da AGBAN, Carlos Henrique de Almeida e a diretora da AGBAN, Yara Binfano, que também faz parte do Conselho Consultivo da Fundação, trataram de dois assuntos: o resultado do PB1, em 2025, e do processo de reestruturação do PB1.


Em 2025, conforme ficou-se sabendo através da recente apresentação por parte da Mirador, todos os planos da Fundação, com exceção do PB1, tiveram superávit. O PB1 teve um déficit de 60 milhões. “Buscamos explicações sobre esse déficit, um vez que a rentabilidade dos investimentos foi muito boa, bem acima da meta atuarial e também não houve alteração significativa nas premissas atuariais. A explicação que recebemos é que o motivo foi o aumento de cerca de 80 milhões nas contingências em função das ações judiciais. Porém, isso não resultará em aumento imediato nas contribuições que pagamos à Fundação”, informou o presidete da AGBAN, Carlos Almeida.


Hoje, os participantes do PB1 pagam 35% de seus benefícios e proventos (ativos) em contribuição extraordinária. Os participantes do plano Saldado pagam 8% e os do FBPREV III, da opção vitalícia, pagam 6%. Com os déficits que ainda estão pendentes de iniciar a cobrança, o percentual do PB1 pode chegar à 38,90 %. Inclusive, a Fundação deverá contratar em breve uma assessoria contábil para checar os números dos valores provisionados das cerca de 800 ações existentes contra o PB1.


Nesse ponto ficamos sabendo de algo muito importante e que pode ajudar muitos colegas. A Fundação já está fazendo acordo judicial com os colegas que têm interesse. Berzagui falou do caso de um colega que chegou na Fundação pedindo informações sobre as ações que ele tinha uma vez que o advogado dele não o mantinha informado. Ele ficou sabendo através do próprio Berzagui, que tinha duas ações, uma que ele havia perdido, e estava devendo R$ 10 mil para a Fundação, e outra que ele havia ganhado, de R$ 600 mil. A partir daí ele procurou seu advogado e acabou fechando um acordo em R$ 500 mil, onde ele também quitou os empréstimos que tinha na Fundação. Foi um acordo onde todas as partes saíram ganhando.


Com relação ao segundo ponto da pauta, sobre a reestruturação do PB1, a primeira questão é justamente esta, a realização de acordos judiciais para reduzir o passivo do Plano. Achamos importante que todos os colegas que possuem ações, que procurem a Fundação para tentar fazer acordos. Isso pode ser bom para as duas partes e pode diminuir o déficit do PB1. A AGBAN está à disposição para ajudar nisso. Incluisve é possível que muitas pensionistas e herdeiros nem saibam que existem ações em nome do(a) falecido(a).


Ainda, estão sendo preparadas mudanças regulamentares no PB1, que farão diminuir o déficit, como é o caso já comentado do fim das pensões.


Depois dos acordos judiciais e mudanças regulamentares haverá a divisão do patrimônio do PB1, quando cada um saberá da sua reserva e irá decidir sobre permanecer na opção vitalícia do PB1, ou migrar para uma opção CD do Plano.


Todo esse processo deverá ser encerrado em 2026. Estaremos sendo informados e chamados a conversar sobre cada etapa.